Marcelo Fidalgo
O Estado tem o monopólio dos jogos de azar no Brasil através da Caixa Econômica Federal (CEF). Esse controle foi ainda mais acentuado na cidade de São Paulo durante o governo Lula e, principalmente, Kassab que reprimiram os bingos que funcionavam como verdadeiros cassinos na cida
de. Mas, para quem ainda sonha em perder dinheiro em casas de jogos, o ALL In, casa de poker do Tatuapé, é uma ótima opção.
Fui a ao ALL IN um dia desses. A entrada da casa se assemelha muito a um cassino – proibidos a mais de 60 anos no país –, com uma porta de vidro opaca muito chique. Recebo uma rajada de ar-condicionado frio na minha cara, logo ao entrar e sou recebido por uma bonita atendente sorridente de uns 20 anos. Para entrar é exigido cadastro com nome, sobrenome e endereço. Um amigo meu não pensou duas vezes em mentir os dados, temendo que pudesse estar fazendo algo errado.
Participei de um campeonato, com mais de 100 pessoas, em que não havia que pagar para participar, com cada competidor recebendo no princípio 1500 fichas. Porém, quem quisesse comprar mais teria que pagar 30 reais para mais 1500 fichas e 50 reais para mais 3000 fichas. O prêmio do vencedor seria esse valor acumulado deduzido de uma “pequena” parcela que fica para casa. Para quem gosta de algo mais reservado é possível jogar em mesas com no mínimo 100 reais em que você pode abandonar o jogo sempre que quiser (geralmente os jogos de poker acabam quando apenas um participante ainda possui fichas).
Obviamente eu não venci já que, com minhas apenas 1500 fichas iniciais, a vitória seria muito difícil. Passei momentos de diversão fumando muitos cigarros de maneira passiva no local, mas não consegui compreender porque uma casa de poker é liberada e bingos e cassinos não seriam. Será porque o produto deles é apenas a matéria-prima para o jogo (local, mesa, cartas, etc) e não o jogo propriamente dito? Seria como um aluguel de equipamento? Ou na verdade é proibido mas a fiscalização só teria capacidade de perceber que um jogo é de azar quando está escrito em letras garrafais “BINGO” em sua fachada”?
Fiz um telefonema para a recepção do ALL IN (2092-3229) e a atendente não demonstrou muita segurança em sua resposta. Na verdade ela ficou totalmente surpreendida com minha pergunta se aquilo era legal. “Claro que é. Isto aqui não é Bingo!”
Site da casa: http://www.allinclub.com.br/

Interessante, Mala. Tá rolando um bolão na classe pra acertar quantas ameaças de morte vc leva até o fim do semestre…
Boa reflexão. E legal dividir sua experiência -o pôquer tem sido valorizado como reflexo de uma modinha norte-americana, não brasileira. E de repente se instala na sociedade como algo “cool” só porque vem de lá! E não é tão jogo quanto o bingo, que é tradicional por aqui? Por que não proibir o pôquer também?
vai rolar uma sessão de pôker nas próximas semanas (valendo grãos de milho e feijão) na casa do meu namorado! tá fim de ir treinar lá mala?
Aprendi a jogar pôquer este mês… Mas nunca apostaria meu dinheiro num lugar como este. Nem em nenhum lugar, essa é a verdade. porém, o jogo compulsivo é um problema pra muitos, e também não vejo pq esta casa seria legal e bingos não
Boa garoto, aprendendo com o Dirceu!